Sempre que um rapaz de fora iniciava namoro com uma moça de Meimão, era autuado pelos da terra, isto é, intimidado a pagar a patenta. Esta constava geralmente de um cântaro de vinho (com medidas correspondentes a 12.5 litros ou meio almude) para a rapariga local. Era acompanhada por tremoços e amendoins e, por vezes, por uma bucha – pão com chouriço ou com outro petisco. As raparigas envolvidas nesses namoros sentiam-se, por um lado, envaidecidas por serem procuradas, mas ao mesmo tempo criticadas face à aceitação de um rapaz de fora. A recusa do seu pagamento podia ser interpretado como querer fazer pouco, não só da rapariga como da rapaziada local. O forasteiro ou assumia e pagava, ou desandava dali. Nestes últimos anos esta tradição caiu em desuso.
Recolha feita por Cláudio Gonçalves
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
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